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Vacina antitetânica na gravidez

É verdade que grávida precisa tomar vacina antitetânica?
Escrito para o BabyCenter Brasil

A equipe do BabyCenter responde:

Sim, grávida deve tomar a vacina antitetânica. A única exceção é quando a mulher tem certeza de que tomou pelo menos uma dose da vacina nos últimos cinco anos (caso de quem teve outro filho há menos tempo que isso e já tomou a vacina na gravidez anterior, por exemplo).
Em qualquer outra situação -- se você nunca tomou, não completou as três doses iniciais, não lembra quando recebeu a última dose ou se faz mais de cinco anos desde que a tomou --, você deve tomar a vacina, sim.
Isso porque a vacinação garante a presença, no corpo, de anticorpos contra a bactéria causadora da doença. O bebê também fica protegido, pois recebe os anticorpos da mãe através da placenta.
"Não há problema em tomar a vacina na gestação porque ela é feita de toxina inativa, e não da bactéria", explica a obstetra Eleonora Fonseca, do Conselho Médico do BabyCenter.
Dependendo do seu histórico de vacinação, você vai ter de tomar ou uma dose de reforço, no sétimo mês de gravidez, ou então três doses, a partir do segundo trimestre.
Em primeiro lugar, é preciso entender como funciona o esquema de vacinação contra o tétano em adolescentes e adultos. Quem nunca tomou a vacina precisa tomar o esquema completo, que é dividido em três doses. Quem já tomou o esquema completo quando criança, deveria, na teoria, tomar uma dose de reforço a cada dez anos.
No caso de grávidas, porém, para garantir, a última dose da vacina precisa ter sido tomada há menos de cinco anos.
Se a última vez em que você tomou uma dose da vacina antitetânica foi entre cinco e dez anos antes da gravidez, é recomendado tomar uma dose de reforço no sétimo mês de gestação. Pode ser a vacina antitetânica simples ou a dupla dT, contra difteria e tétano, que é oferecida nos postos de saúde.
Nas demais situações, é preciso tomar o esquema vacinal completo, de três doses. Segundo a infectologista Adriana Melo de Faria, a primeira dose é aplicada normalmente no segundo trimestre, e as demais doses, a intervalos de dois meses, até 20 dias antes da data prevista para o parto. Se não houver tempo para a terceira dose, esta pode ser tomada depois do nascimento do bebê.
Mesmo que o esquema esteja incompleto, as vacinas já tomadas ajudam a proteger a grávida e o bebê, que começa a tomar a vacina antitetânica aos 2 meses de idade (veja no calendário de vacinação do BabyCenter).
Há alguns casos em que a grávida não deve ser vacinada, como quando ela já teve alguma reação alérgica ou tem alguma imunodeficiência, por isso é importante consultar o médico antes de tomar a vacina.
Nas grávidas sem vacinação, o risco é de pegar o tétano pela contaminação através de um machucado. As bactérias podem ser encontradas no solo, na pele, na ponta de pregos enferrujados, nas fezes de animais etc.
Normalmente essas bactérias estão inativas, mas em certos ambientes, como o de ferimentos, liberam toxinas que causam a doença, considerada grave, que tem como características o enrijecimento muscular, convulsões e coma.
Esse risco também existe durante o parto. "Seja no parto normal ou na cesárea, haverá sempre algum corte, pelo qual poderá entrar a bactéria causadora do tétano", explica Marco Aurélio Galletta, chefe de enfermaria da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas, de São Paulo, e médico da clínica Cligam.
Já o bebê pode ser infectado durante o parto, através do corte no cordão umbilical, ou nos dias seguintes após o nascimento, caso a limpeza do coto umbilical não seja feita de forma adequada.
Chamada de tétano neonatal, esse tétano em bebês era conhecido antigamente como “mal dos 7 dias”, porque a doença se desenvolve rapidamente e o recém-nascido pode morrer em cerca de uma semana.
Atualmente os casos de tétano neonatal são bastante raros, principalmente em grandes centros urbanos, onde hospitais e maternidades têm instalações adequadas, segundo a infectologista pediátrica Adriana Melo de Faria. O risco é maior em áreas rurais do país, onde muitas vezes o parto é feito em casa ou em ambientes precários.
De qualquer maneira, para não correr riscos, é importante ter a vacinação contra o tétano em dia. E isso vale para qualquer pessoa, homem ou mulher, grávida ou não.
fonte: http://brasil.babycenter.com/pregnancy/infeccoes/tetano-vacina/

3 comentários:

  1. Na primeira gestação eu não precisei tomar essa vacina porque ainda não estava vencida e desta vez tomei em dezembro quando ela vencia para ficar protegida pra quando eu ficasse grávida,e foi bom porque quando engravidei estava tudo em dia....

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  2. Oi, obrigada pela visita lá no meu blog! Ainda não li seu blog, mas prometo ir lendo aos poucos. Voltei agora a ativa depois do feriadão!
    Olha, eu tinha (tenho) maior medo de injeção. Me apavora só de pensar. Quando fiquei grávida, fiquei morrendo de medo de ter que tomar as benditas vacinas de novo, mas para a minha surpresa não precisei tomar nenhum. E nem vou precisar nessa gestação. Sobre essa vacina contra o tétano, eu não precisei tomar porque eu já tinha tomado no ano de 2010 e todas as minhas outras estavam em dia. Fiquei super aliviada! Porque eu nao sei se foi impressão minha, mas doeu para caramba!
    Beijos!

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  3. Olá meninas, a vacina dói um pouquinho né srrrsr, mas temos que tomar, sorte de vcs que já tomaram. Acho que a falta de informação é que causa muitos problemas, por exemplo, o "mal dos sete dias" que acometia os bebês era por falta desta vacina, sendo assim, é de suma importancia que a mãe se imunize.
    Um grande abraço a todas!!!!

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