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Os movimentos do bebê na gravidez

Quando vou sentir meu bebê mexer?
Se esta é sua primeira gravidez, talvez demore um pouco mais para você perceber os movimentos do bebê, porque é uma sensação totalmente nova -- algumas mulheres a descrevem como uma cosquinha bem de leve, por dentro, como uma borboleta batendo asas.
No caso de primeira gravidez, você provavelmente sentirá os primeiros movimentos entre 18 e 20 semanas. Quem não é marinheira de primeira viagem e já conhece a sensação costuma senti-la pela primeira vez entre 15 e 18 semanas.
Para tentar sentir, você pode comer alguma coisa e se deitar de barriga para cima, bem parada, prestando atenção. Talvez a sensação apareça.
A primeira vez que você sentir o bebê será um marco na sua gravidez. E depois aqueles movimentos tão levinhos viram chutes vigorosos, ótimos para mostrar que tudo vai bem dentro da sua barriga.
O que o bebê fica fazendo lá dentro? Ultrassons conseguem mostrar o que os bebês fazem em cada fase da gravidez, já que a maioria dos movimentos começa bem antes de você perceber:
• entre sete e oito semanas, os movimentos gerais se iniciam, como viradas de lado e aqueles movimentos involuntários que parecem sustos
• com cerca de nove semanas, o bebê já tem soluços, balança uma perna ou um braço por conta própria, consegue chupar e engolir
• com 10 semanas, ele flexiona e vira a cabeça, traz as mãos até o rosto, abre a boca e se estica
• com 11 semanas, a graça é bocejar
• com 14 semanas, o bebê movimenta os olhos
Depois dos primeiros movimentos, que parecem asinhas de borboleta batendo, o mexe-mexe fica mais intenso e mais frequente. Conforme o bebê vai crescendo, a sensação muda, e você começa a sentir trancos e chutes, que vão ficando cada vez mais fortes.
O bebê não se mexe o tempo inteiro porque, como todo mundo, tem horas em que ele só quer mesmo é descansar e dormir. Mais no finzinho da gravidez, ele passa a dormir por cerca de 45 minutos de cada vez. Pode parecer mais, porque você não necessariamente sente todos os movimentos dele.
Veja a seguir um esquema do que esperar durante a gravidez em relação aos movimentos.
De 20 a 24 semanas
A atividade do bebê vai aumentando gradualmente. A partir de agora, o bebê terá um período mais agitado durante o dia, com muitos chutes e cambalhotas.
De 24 a 28 semanas
Pode ser que você note agora os soluços, que vão explicar os pulinhos que você vai sentir de vez em quando. O saco amniótico contém até 750 ml de líquido nessa fase, o que permite ao bebê se movimentar bastante. Ele consegue ouvir, por isso você pode perceber que ele reage a barulhos altos.
29 semanas
Seu bebê vai começar a fazer movimentos mais definidos e menos bruscos, já que está mais contido pelas paredes da sua barriga.
32 semanas
O nível de atividade chega ao auge. Depois desta semana, você vai notar uma diminuição de movimentos, algo bastante normal devido ao menor espaço dentro do útero para ele se mexer.
Cerca de 36 semanas
O bebê pode assumir sua posição definitiva no útero, normalmente de cabeça para baixo. Isso é mais provável de ocorrer se este é seu primeiro filho, já que os músculos do seu útero e do seu abdome vão ajudá-lo a ficar no lugar. Se você já ficou grávida antes, seus músculos não serão tão firmes e o bebê pode ficar mudando de posição até a data do parto.
Os principais movimentos que você vai sentir são cotoveladas, chutes e joelhadas -- às vezes dolorosos, quando acertam suas costelas.
De 36 a 40 semanas
Seu bebê vai crescendo e as cambalhotas vão ficando menos frequentes. Se ele estiver chupando o dedo e por acaso o dedo escapar da boca dele, você pode sentir movimentos rápidos da cabecinha virando de um lado para o outro em busca do dedo perdido. Nas últimas duas semanas da gravidez, os movimentos diminuem um pouco, junto com o ritmo de crescimento do bebê. Isso é absolutamente normal, mas se algo estiver preocupando você, é sempre bom conversar com o médico.
A esta altura, o bebê já deve estar acomodado na sua bacia, pronto para a jornada de vir ao mundo. A cabeça dele muitas vezes pode parecer como se um melão estivesse fazendo pressão nos músculos pélvicos, o que torna difícil o simples ato de se sentar.
Talvez fique mais fácil respirar ou comer, já que seus pulmões e seu estômago estarão menos espremidos. Se sua parede abdominal ficar bem fina, às vezes dá até para distinguir o pé do bebê.

Há momentos em que ele está dormindo e outros em que está acordado e ativo, justo quando você está tentando dormir. Esse padrão de sono da vida uterina pode acabar se mantendo nas primeiras semanas depois do nascimento, até que o bebê aprende a diferenciar o dia da noite.
Quantos chutes devo sentir por dia? Não existe um número exato de chutes por dia para se ter certeza de que tudo vai bem, e mesmo que você resolvesse marcar para contar para o médico, os resultados não seriam precisos e poderiam causar preocupação sem necessidade.
O melhor a fazer é observar o padrão de movimentos do seu filho durante as horas ativas do dia. À medida que sua gestação progride, fica mais fácil entender o ritmo do bebê. Cada criança tem um padrão diferente de sono e atividade, mas você acaba percebendo o que é típico da sua.
Caso note alguma mudança nesse padrão, converse com seu médico o mais rápido possível.
Ainda não senti meu bebê mexer hoje. Devo ficar preocupada?
Se você estava envolvida com outras coisas, talvez não tenha percebido o movimento. Mas, para se tranquilizar, veja abaixo alguns truques para fazer seu bebê se mexer:
• Deite de lado (com uma almofada ou travesseiro debaixo da barriga) e fique parada
• Coloque as pernas para cima e relaxe; os bebê muitas vezes acabam pegando no sono com a sua movimentação e acordam quando você para
• Toque uma música ou faça um barulho inesperado
• Tome alguma coisa gelada: a mudança de temperatura pode fazer com que o bebê tente "desviar" da onda fria
Feito tudo isso, se em duas horas você não sentir absolutamente nenhum movimento, procure o obstetra.
O preferível é confiar nos seus instintos: se você acha que há motivo para estar preocupada, tente falar com o médico. Um exame rápido pode tranquilizá-la.

Cuidados podem evitar a infecção urinária na gravidez?

A infecção urina na gravidez é muito frequente e eu me pergunto, o que fazer para evitar que ela apareça...na verdade eu não tive, mas conheço pessoas que passam a gravidez toda lutando contra, tomando remédios pra livrar-se dela. Andei pesquisando e achei algumas dicas simples...
Segundo o site BabyCenter:
Os seguintes cuidados costumam reduzir os riscos de contrair uma infecção do trato urinário:
• Depois de fazer cocô, preste atenção ao se limpar para que bactérias do ânus não se espalhem para dentro da vagina.
• Lave com bastante água a região entre as pernas, mas evite sabonetes fortes, pomadas e produtos de higiene feminina que possam matar as "boas" bactérias da região e irritar o trato urinário, que é bem sensível.
• Esvazie completamente a bexiga quando fizer xixi.
• Não fique segurando a vontade de urinar.
• Use calcinhas de algodão.
• Troque diariamente as calcinhas e as meias-calças.
• Beba muita água.
O que é uma infecção do trato urinário?
Ela é causada por bactérias que levam à inflamação e irritação do sistema urinário (ITU). Infecções urinárias são comuns em mulheres na faixa dos 20 a 50 anos -- aproximadamente uma em cada cinco terá ao menos uma infecção do tipo durante esse período da vida. Se não for tratada, a infecção urinária pode causar muita dor e até ser perigosa, já que às vezes migra para a região dos rins.
A gravidez deixa as mulheres mais suscetíveis às infecções do trato urinário, porque os hormônios da gestação afrouxam os músculos nos rins e no ureter, o que diminui o fluxo de urina dos rins para a bexiga. Com isso, bactérias têm mais tempo de se multiplicar antes de ser eliminadas do corpo.
Quais os sintomas da infecção urinária?Eles podem incluir:
• dor ou queimação ao fazer xixi
• dor na pelve, no baixo ventre, ou dor do lado
• tremores
• febre
• sensação alternada de calor e frio
• náusea e vômitos
• vontade frequente e incontrolável de ir ao banheiro
• urina com cheiro forte
• mudança na quantidade de urina (para mais ou menos)
• sangue na urina
• pus na urina
• dor durante a relação sexual
Entre os sinais que podem indicar que a infecção passou para os rins estão febre alta e dor constante na área de um ou dos dois rins.
O que acontece se eu tiver infecção urinária quando grávida?
Antibióticos podem ser usados com segurança para essas infecções durante a gravidez. Seu médico vai pedir um exame de cultura da urina para identificar que tipo de bactéria está causando o problema.
Fale com seu ginecologista assim que perceber qualquer sinal de uma infecção do trato urinário, porque, se não for tratada, ela pode levar a uma infecção nos rins, o que, por sua vez, pode causar um parto prematuro. De rotina, o obstetra deve pedir um exame de urina na primeira consulta e mais um por volta da metade da gravidez, mesmo que não haja sintomas.
fontes:  http://brasil.babycenter.com/pregnancy/infeccoes/infeccao-urinaria/

Exame pode identificar risco de pré-eclâmpsia ainda no início da gravidez

MAIS UM ARTIGO DE PESQUISAS CIENTPIFICAS QUE ENCONTRO E QUE ME DESPERTOU MUITO, ACREDITO QUE FUTURAMENTE DIMINUIREMOS MUITO OS ÓBITOS FETAIS DEVIDO AO DESENVOLVIMENTO DA CIÊNCIA.
A pré-eclâmpsia é uma das doenças mais perigosas que podem afetar a gravidez. É caracterizad a por aumento de pressão arterial, por inchaços e perda de proteína na urina. Tudo isso pode prejudicar o funcionamento da placenta e, assim, afetar a passagem de nutrientes para o bebê. Agora, um grupo de pesquisadores desenvolveu uma tecnologia capaz de prever o risco desse problema ainda no início da gravidez, antes da manifestação de qualquer sintoma. A descoberta foi divulgada na edição de setembro no jornal científico Hypertension: Journal of the American Heart Association.

Por meio de uma análise do plasma sanguíneo, os cientistas identificaram 14 substâncias presentes na corrente sanguinea (chamadas de metabólitos) que podem indicar se a mulher é suscetível a desenvolver a doença. O exame foi realizado por volta da 15ª semana de gestação. O desafio, agora, é simplificar essa tecnologia, tornando-a barata e possível de ser aplicada em hospitais. “Nos próximos cinco anos, nosso objetivo é desenvolver um simples exame de sangue”, afirmou Phil Baker, cientista da Universidade de Alberta, no Canadá, e um dos responsáveis pelo estudo. "Para desenvolver tratamento eficaz e estratégias de prevenção - nosso objetivo final - precisamos começar o tratamento logo no início da gravidez", completa Louise C. Kenny, professora de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade College Cork, da Irlanda.
De olho na pressão arterial
Medir a pressão é um dos exames mais importantes do pré-natal. A gestante que apresenta várias vezes a pressão mais elevada do que antes da gravidez, ou que sempre teve pressão alta, inspira cuidados. Sem um controle rigoroso, fica sujeita a duas complicações: a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia, que é o agravamento do problema, com a ocorrência de convulsões. Os médicos não sabem explicar essa relação de causa e efeito, nem por que uma pessoa com níveis normais de pressão, ao ficar grávida, passe a sofrer de hipertensão. Mulheres acima de 35 anos, com sobrepeso, problemas renais e fumantes estão entre o grupo de maior risco.
A eclâmpsia coloca em risco a oxigenação de órgãos da mãe e da criança e pode levá-los à morte, obrigando muitas vezes ao parto prematuro. “Por isso é tão importante o médico conhecer o histórico da pressão. A gravidez pode desencadear a hipertensão em mulheres com tendência ao problema”, diz o obstetra Wladimir Taborda.
Cuidados básicos e alimentação equilibrada
A grávida com pressão alta deve passar mais vezes ao médico do que a quantidade de consultas realizadas em um pré-natal. É preciso fazer exercícios físicos e repousos em cada período do dia, que contribuem para a melhor oxigenação e circulação sanguínea.Em alguns casos, é necessário o uso de medicamentos, situação mais comum entre as gestantes com hipertensão crônica. “Elas têm quatro a sete vezes mais chance de desenvolver a pré-eclâmpsia na gravidez”, diz o cardiologista Ivan Cordovil. A soma das duas hipertensões — da crônica e da pré-eclâmpsia (que a elevação de pressão em qualquer gestante pode provocar) — compõe o quadro de maior risco.
O controle da alimentação é fundamental, diminuindo gorduras e sal da comida e incluindo fibras. Além de ajudarem no bom funcionamento do intestino, evitando a prisão de ventre,  um estudo realizado no Hospital de Seattle, nos Estados Unidos, sugere que consumir, no mínimo, 21 gramas de fibras (equivalente a três refeições) por dia, reduz em até 51% as chances de as grávidas desenvolverem a pré-eclâmpsia.
Para Ioná Zalcman, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), por controlar os níveis de açúcar no sangue, as fibras são curingas da alimentação saudável. "Elas ajudam a regularizar todo o organismo, mas agem principalmente no intestino. O excesso de alimento não saudável no estômago, como as frituras, facilita o desenvolvimento da doença. Por isso, ao eliminar as impurezas, a pré-eclâmpsia também pode ser evitada", diz. Para garantir que você está comendo a quantidade certa de fibras, o ideal é que as saladas, frutas e cereais integrais estejam presentes nas refeições diárias. As fibras ajudam a evitar, ainda, o surgimento de outras complicações, como o diabetes gestacional e o aumento do colesterol.
Onde estão as fibras
- Cereais, pães e biscoitos integrais;

- Leguminosas frescas e secas: Feijão, grão de bico, lentilhas;

- Frutas: Laranja, mamão, pêra, uva, figo, ameixa, abacaxi e banana prata;

- Sementes oleaginosas: Nozes, avelãs, amêndoas, castanhas, amendoins, pistache;

- Verduras: Alface, acelga, agrião, escarola, espinafre, repolho, cenoura, brócolis, pimentão;

- Frutas secas: Uva passa, figo, ameixa e damasco;

- Granola e aveia
 
Gravidez anterior também traz proteção
Se você tem medo de ter pré-eclâmpsia na sua próxima gravidez, uma boa notícia. Mães que já tiveram filhos ou sofreram abortos espontâneos têm um risco menor de apresentar a doença na próxima gravidez. Essa é a constatação de um estudo realizado pelo Norwegian Institute of Public Health (NIPH). Foram analisadas 20.846 mulheres, todas mães pela primeira vez, sendo que algumas já tinham sofrido abortos. Os resultados sugerem que a cada gravidez normal, mesmo que ela termine antes do nascimento, a mulher ganha uma proteção contra a pré-eclâmpsia.

Segundo José Carlos Sadalla, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês (SP), uma das explicações é o fato de a pré-eclâmpsia ser uma resposta imunológica do corpo da mulher aos antígenos do pai, o que acarreta em alterações na placenta. E, com a gravidez, ela perde essa sensibilidade, caindo 50% ou mais o risco do problema acontecer em uma próxima gestação. Mas isso só se o pai for o mesmo. “Se a gravidez for de outro parceiro, os antígenos são novos e há chance de a pré-eclâmpsia acontecer mesmo em uma segunda gestação”, afirma Sadalla.
FONTE:http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI1877-10544,00.html

PRECISO SABER SOBRE QUEM JA FEZ CESÁREA

Bom hoje eu estou aqui pra pedir a vocês que já fizeram uma cesareana que venham me contar como foi. Eu passei na gestação passada por parto normal induzido e confesso que é um absurdo, nem acredito que consegui, o pós-operatório é bom, mas os pontos doem sim por mais de uma semana...
Enfim, já ouvi de tudo sobre cesárea,ouvi depoimentos de 2 amigas que fizeram e se tornaram adeptas, disseram que foi um sonho de consumo e o pos-operatório foi uma sonho de bom; agora já ouvi também quem a descrevesse como um monstro.
Então peço a vocês amigas que ja passaram por isto que deixem seu comentário aqui pra mim, porque desta vez eu não escapo da cesárea.

Um grande abraço a todas...

PREMATURIDADE - ESTUDOS RECENTES

"PARA NASCER NA HORA CERTA"- BEBE.COM.BR
Com a promessa de um novo exame para calcular com precisão o risco de parto prematuro, saiba o que está ao alcance para ajudar um bebê a vir ao mundo no tempo ideal
Uma das utopias dos obstetras é descobrir um jeito extremamente eficaz de predizer se a criança deixará o ventre materno antes do momento esperado. Esse sonho, compartilhado pelos futuros pais, instiga os cientistas a investigar métodos mais aptos a profetizar o término exato da gravidez e acertar em cheio a data do nascimento.
 Com essa informação em mãos, seria possível acompanhar a gestação com cautela e, quando necessário, dispor de medidas terapêuticas com o objetivo de postergar a chegada do pequeno. Isso porque os especialistas estão cansados de saber que o fruto de um parto precoce, aquele que se antecipa à 37a semana, costuma sofrer para ingressar no mundo pósbarriga. “A prematuridade é a principal causa de morte e complicações dos recém-nascidos”, afirma o obstetra Roberto Bittar, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
 Nesse cenário, a ideia de pesquisadores sediados em Gotemburgo, na Suécia, foi analisar um painel de proteínas encontradas no colo do útero e no líquido amniótico que acusam se a gestação se encerrará antes dos nove meses. Em um trabalho publicado no periódico do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, eles mostraram, após avaliar 89 mulheres, que o teste de rastreamento dessas substâncias teria uma eficiência de 90%. Quando o resultado é positivo, há razões suficientes para os especialistas interferirem para segurar os eventuais bebês apressados.
A identificação desses marcadores de risco abre caminho a um exame ainda mais preciso para o pré-natal. Talvez nem todas as gestantes necessitem se submeter a ele um dia — que seja útil apenas às pacientes de risco. “Tudo vai depender do custo/benefício”, opina o obstetra Tenílson Amaral Oliveira, do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista. A vantagem seria apontar com maior precisão, entre aquelas em pretenso trabalho de parto, quem, de fato, vai dar à luz mais cedo.
 Já na Inglaterra, cientistas do Imperial College London desvendaram uma proteína-chave no desenrolar desse quadro. Eles notaram que a substância comanda um processo inflamatório responsável por contrações anormais do útero. E conseguiram brecar, em laboratório, as reações disparadas por ela. Até que o mesmo resultado se concretize no corpo feminino, há alguns anos pela frente. O desafio não é pequeno devido à complexidade do assunto. “Ainda estamos longe de saber tudo o que está relacionado ao trabalho de parto prematuro”, diz Bittar.
Embora a maioria dos partos prematuros seja espontânea, uma parcela é induzida pelos próprios especialistas. “Em 25% dos casos o médico opta por interromper a gestação antes dos nove meses”, estima Bittar. “É uma prematuridade terapêutica, porque o objetivo, aí, é salvar a vida da criança”, justifica o obstetra Soubhi Kahhale, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.
 
O procedimento, também adotado se a gravidez oferece perigo à mãe, entra em cena quando uma doença materna impõe sofrimento ao pequeno. “A hipertensão, por exemplo, dificulta o fluxo sanguíneo para o feto, diminuindo o fornecimento de oxigênio e nutrientes e oferecendo até ameaça de morte”, explica o obstetra Olimpio Barbosa de Moraes Filho, da Universidade de Pernambuco.
Por isso, é imprescindível escoltar a gestação e suspeitar do que interfere em seu desfecho precoce — espontâneo ou não. Afora o acompanhamento clínico, hoje existem dois exames que visualizam o adiantamento da cegonha. Esses métodos costumam ser preconizados, a partir da 22a semana, a gestantes de risco, que já tiveram partos prematuros ou com dores e contrações intensas. O primeiro se vale de um ultrassom para medir o colo do útero. “Quanto menor o tamanho, maior a chance de um parto prematuro”, resume Tenílson Oliveira.
E o segundo é a dosagem de fibronectina, uma proteína coletada na vagina que indica a probabilidade de um nascimento ser capaz de furar o calendário. Normalmente, esse dedo-duro fica colado à membrana que recobre o feto. “Quando ela começa a desgrudar por causa das contrações, a fibronectina se desprende em direção à vagina”, explica Oliveira. “Se o resultado do teste for negativo, a chance de a paciente ter parto prematuro é menor que 1%”, conta Bittar. O problema é a situação inversa. “O exame resulta em muitos falsos positivos. Metade das mulheres com uma resposta afirmativa não enfrentará um parto antes da hora”, reconhece Tenílson. Ainda assim, por precaução, a presença da tal proteína sugere um cuidado redobrado com a grávida, que, se preciso, deve ser hospitalizada.
Outra medida revolucionária na prevenção do parto precoce foi introduzida por uma equipe do Hospital das Clínicas paulistano há seis anos. Ela provou que o uso de progesterona natural, o hormônio que mantém a gestação, é uma estratégia segura e eficiente para prolongar a estada do bebê no útero. “A progesterona reduz em 50% o risco de prematuridade em mulheres com histórico do problema”, diz Bittar, que orientou os estudos. Ela deve ser aplicada diariamente na forma de uma cápsula introduzida na vagina. “Utilizado entre a 16a e a 36a semanas de gestação, o hormônio diminui as contrações do útero e é um anti-inflamatório local.”
Quando há fortes indícios de que o novo integrante da família chegará com antecedência, os médicos também lançam mão de recursos que visam ao menos adiar em até algumas semanas o fim da gravidez. “Hoje há drogas inibidoras de contração sem os efeitos colaterais do passado”, diz Kahhale. Sem falar em tratamentos que garantem o melhor desenvolvimento da criança. Tanto esforço faz sentido. “A melhor UTI neonatal é o ventre materno, desde que, é claro, ele não esteja prejudicando o bebê”, sentencia Kahhale.
FONTE: http://bebe.abril.com.br/materia/para-nascer-na-hora-certa

Ultrassom morfológico de segundo trimestre


O que é o ultrassom? O ultrassom (também chamado de ultrassonografia ou ecografia) é um exame não-invasivo que usa ondas de som para criar uma imagem do bebê, da placenta, do útero e de outros órgãos. Com ele, o médico tem acesso a informações importantes sobre o progresso da gravidez e sobre a saúde do bebê.
O ultrassom prejudica o bebê? Estudos realizados ao longo dos últimos 35 anos não mostraram nenhuma indicação de que a ultrassonografia seja prejudicial. Há quem diga que o exame incomoda o bebê, mas não há pesquisas mais aprofundadas que comprovem isso. Como o som não é audível ao ouvido humano, não deve ser detectado pelo bebê.  Ultrassons não envolvem radiação, como é o caso de raio x.
Por outro lado, os especialistas recomendam não exagerar nesse tipo de exame, já que ultrassons são uma forma de energia e pode ser que afetem o bebê, mesmo que ainda não se saiba como. O cuidado deve ser maior principalmente no primeiro trimestre, quando o bebê é mais vulnerável a fatores externos.
Para não ficar confuso demais, pense assim: não é preciso ter medo de fazer ultrassons, mas não fique fazendo um monte só por curiosidade de ver o bebê.
Ultrassom morfológico
Época da realização do exame: 18-24 semanas (ideal realizar entre 20-24 semanas)
Essa é a ultrassonografia mais detalhada, que pode levar mais de meia hora. Ela é feita por volta das 20 semanas, e nela já dá para ver o sexo do bebê. O ultrassonografista vai verificar o coração do bebê e suas câmaras, a formação do cérebro, os órgãos digestivos e outros sistemas. Também vai medir a cabeça do bebê e o fêmur, o osso da coxa, para ver se o crescimento está dentro da média.
No exame também é possível determinar a localização da placenta. Se ela estiver bloqueando a abertura do colo do útero (placenta prévia), o médico vai pedir novos ultrassons para ver se ela mudou de lugar. Na grande maioria dos casos ela muda. No caso de ela ainda estar cobrindo o colo do útero no fim da gestação, o bebê terá de nascer obrigatoriamente de cesariana.
O exame pode ser feito com doppler, um sistema que mostra o fluxo de sangue no útero, na placenta e no bebê, com as cores azul e vermelha.
Se o médico desconfiar de alguma anormalidade, pode pedir a realização específica de um ultrassom em três ou quatro dimensões, que dá uma imagem mais detalhada do bebê e é capaz de detectar problemas como o lábio leporino, por exemplo.
O que é analisado: Número de fetos e estática fetal
Amniocidade e Corionicidade
Avaliação do volume de Líquido Amniótico (Índice de Phelan e maior bolsão)
Localização placentária
Grau Placentário
Medida do Colo uterino (via transvaginal)
Morfologia Fetal (18-24 semanas)
Pólo cefálico
Cérebro
Face
Coluna
Nuca (prega cutânea occipital)
Tórax
Coração
Abdome
Aparelho Genito-urinário
Trato Gastro-intestinal
Extremidades
Atividade e ritmo cardíaco
Biometria fetal completa
DBP, DOF, CC
Diâmetro Transverso Cerebelo, Cisterna Magna
Diâmetro Inter-orbitário e extra-orbitário
Circunferência Tórax, Coração e Abdome
Relação Circ. Torácica/Circ. Cardíaca
Osso Nasal
Avaliação Cardíaca (Saída Aorta e Pulmonar)
Avaliação Renal (medidas Rins e Bexiga)
Ossos Longos (Fêmur, Úmero, Tíbia, Fíbula, Rádio, Ulna e Comprimento Pés)
Falange distal do 5o dedo
Relações biométricas (DBP/DOF; CC/CA e DBP/CF) 
Fontes: http://brasil.babycenter.com/pregnancy/pre-natal/ultra-som/tudo-sobre-ultra-sons/
http://www.centrus.com.br/informacoes/us-morfo/morfo-01.htm

Cólicas na gravidez


PRA COMEÇAR, EU ADORO O SITE BABYCENTER, É INFORMATIVO E QUASE SEMPRE ENCONTRO TUDO LÁ. 
HOJE PENSEI SOBRE ESTE ASSUNTO, AFINAL QUEM TÁ GRÁVIDA SE ASSUSTA COM QUALQUER DORZINHA, ENTÃO VALE A PENA LER, MAS DEIXO CLARO, AO SINAL DE QUALQUER MUDANÇA NO CURSO DA GRAVIDEZ O MELHOR É PROCURAR O MÉDICO.
Ponto principal: dores na barriga quase nunca são sinal de um problema grave. Fale com o médico se você tiver outros sintomas como sangramento, febre ou aumento de secreção vaginal.


É normal sentir cólica na gravidez? Sim, é normal. Carregar um bebê na barriga pressiona os músculos, ligamentos, veias e os outros tecidos internos do seu corpo, portanto não é de surpreender que você fique desconfortável.
A maior parte dessas dores melhora se você mudar de posição ou encontrar uma forma de relaxar. No entanto, se houver outros sintomas, como febre, sangramentos, calafrios, vômitos e dor ao urinar, pode ser sinal de um problema mais sério e você deve procurar orientação médica imediatamente.
Há algo que eu possa fazer para melhorar a cólica na gravidez? Sim, você pode tomar algumas medidas para amenizar a dor. Comece tentando identificar a causa:
Distensão nos ligamentos:
O que você pode sentir: Cólicas leves de um lado ou dos dois lados.
Qual é a causa: Os ligamentos estão se distendendo para sustentar o útero, que está crescendo.
Quando pode acontecer: Desde o comecinho até o fim da gravidez.
O que fazer: Sente-se ou deite e coloque os pés para cima. Descansar quando a dor aparece costuma aliviar a cólica. O médico pode receitar analgésicos ou antiespasmódicos. Mas só tome remédio sob orientação expressa do médico que acompanha sua gravidez.
Orgasmo: O que você pode sentir: Cólica durante e depois do orgasmo, às vezes associada à dor nas costas.
Qual é a causa: As veias da sua região pélvica podem estar sobrecarregadas. Ou você pode estar tensa; muitas pessoas ficam nervosas quando fazem sexo na gravidez.
Quando pode acontecer: A qualquer momento durante a gravidez.
O que fazer: Embora você não precise evitar o sexo numa gravidez normal, é melhor manter um ritmo que seja confortável para você. Uma massagem nas costas depois do orgasmo pode ajudar a amenizar a dor.
Falso trabalho de parto: O que você pode sentir: Cólica e uma dor nas costas persistente.
Qual é a causa: A pressão na região pélvica e no reto.
Quando pode acontecer: Nas últimas semanas da gravidez.
O que fazer: A cólica do falso trabalho de parto é bem mais leve que as contrações do trabalho de parto real. Para algumas mulheres, deitar um pouco é positivo; para outras, uma caminhada mais vigorosa ameniza o incômodo. Bolsa de água quente ou um banho morno (de banheira ou com o jato do chuveiro direcionado para as costas) podem ajudar.
Gases
O que você pode sentir: Dor em qualquer área da barriga, nas costas e até no ombro.
Qual é a causa: Determinados alimentos podem causar acúmulo de gases no sistema digestivo durante a gravidez. Tente lembrar se você comeu alguma coisa que predispõe aos gases (como feijão, brócolis, sorvete).
Quando pode acontecer: Em qualquer momento da gravidez.
O que fazer: O obstetra pode ainda orientá-la a tomar medicamentos seguros antigases, como a dimeticona ou simeticona.
Quando devo procurar o médico?
Se a dor não diminuir depois de alguns minutos de repouso, ou se for acompanhada de sangramento, hemorragia, febre, calafrios, forte secreção vaginal, sensibilidade e dor, ligue para o médico. Veja abaixo alguns problemas mais graves que podem causar cólica:
Gravidez ectópica:
O que você pode sentir: Cólica acompanhada de dor aguda e sensibilidade, normalmente começando em um dos lados e se espalhando pela barriga. Pode haver também um sangramento escuro e aguado e dor forte no ombro.
Qual é a causa: O óvulo fertilizado implantou-se fora do útero: nas tubas uterinas, no ovário, na cavidade abdominal ou no colo do útero.
Quando pode acontecer: Geralmente entre a quarta e a décima semana de gravidez.
O que fazer: Procure ajuda médica imediatamente. A gravidez ectópica pode ser até fatal se não for tratada.
Aborto espontâneo no início da gravidez:
O que você pode sentir: Cólica acompanhada de sangramento e dor no baixo ventre, durante os primeiros três meses da gravidez.
Qual é a causa: No primeiro trimestre, a maioria dos abortos espontâneos acontece porque o feto não está se desenvolvendo como deveria. É raro que eles se devam a algo que a mãe tenha feito ou tenha deixado de fazer.
Quando pode acontecer: Até a 12a semana de gravidez.
O que fazer: Ligue para o médico, deite-se ou sente-se com os pés para cima e tente se acalmar. Se a cólica for acompanhada de hemorragia, vá para o pronto-socorro mais próximo. Depois de examiná-la, o médico vai poder dizer se o aborto já aconteceu, se está acontecendo ou se é só uma ameaça.
Aborto espontâneo tardio:
O que você pode sentir: Cólica acompanhada de forte sangramento.
Qual é a causa: Normalmente é provocado por problemas na placenta, uma doença na mãe ou alguma lesão.
Quando pode acontecer: Entre a 12a e a 23a semana de gravidez.
O que fazer: Se a cólica vier junto com uma hemorragia, ligue para o médico e vá para o pronto-socorro mais próximo. Se tiver acontecido um aborto, pode ser necessário fazer uma curetagem. Caso se trate só de uma ameaça de aborto, o médico pode receitar repouso.
Trabalho de parto prematuro:
O que você pode sentir: Rompimento da bolsa; mudança no tipo de secreção vaginal (mais aguada, com sangue ou parecida com muco) ou aumento na quantidade de secreção; pressão no baixo ventre; dor nas costas constante; cólicas abdominais e/ou diarreia; contrações regulares ou enrijecimento do útero, muitas vezes indolores.
Qual é a causa: Muitos fatores podem provocar o trabalho de parto prematuro, entre eles doenças ou o estresse. Mas muitas vezes a causa é desconhecida.
Quando pode acontecer: A qualquer momento entre a 23a e a 37a semana.
O que fazer: Ligue imediatamente para o médico ou vá para o hospital mais próximo. Lá, uma equipe médica vai tentar interromper o trabalho de parto com remédios e/ou repouso. Se eles conseguirem, você será orientada a tomar medicamentos para conter as contrações e a fazer repouso até o fim da gravidez.
Ter cólicas a partir da 37a semana pode significar que você está nos estágios iniciais do trabalho de parto. Nessa fase, as cólicas não são motivo de preocupação e fazem parte da preparação do seu corpo para o nascimento do bebê. Você pode também sentir dor constante na lombar, causada pela crescente pressão em cima da bacia.

Outras causas para as cólicas Muitas outras condições podem provocar cólicas, se você está grávida ou não. As causas para esse tipo de incômodo abdominal podem ser viroses, intoxicação alimentar, apendicite, pedras nos rins, infecções urinárias e cálculos biliares (mais comuns na gravidez).
Miomas também podem crescer durante a gestação e causar desconforto.
É normal ter cólica nos dias seguintes ao parto? Sim. Muitas mulheres sentem cólicas que pioram quando elas amamentam. As dores são causadas por contrações do útero, que está voltando à posição e ao tamanho que tinha antes da gravidez.
Essas cólicas podem durar até uma semana depois de você ter dado à luz. Se a dor for muito forte, o médico pode prescrever analgésicos. Mas, se a dor persistir ou se você tiver febre, calafrios ou muito sangramento, procure o médico para que ele descarte a possibilidade de uma infecção ou outros problemas do pós-parto.
As contrações não costumam durar mais que uma semana. Vão embora junto com a azia, o enjoo e os muitos desconfortos que você teve de aguentar na gravidez. Você finalmente vai começar a ter seu corpo de volta!
FONTE:http://brasil.babycenter.com/pregnancy/pre-natal/saude/colica/

Vacina antitetânica na gravidez

É verdade que grávida precisa tomar vacina antitetânica?
Escrito para o BabyCenter Brasil

A equipe do BabyCenter responde:

Sim, grávida deve tomar a vacina antitetânica. A única exceção é quando a mulher tem certeza de que tomou pelo menos uma dose da vacina nos últimos cinco anos (caso de quem teve outro filho há menos tempo que isso e já tomou a vacina na gravidez anterior, por exemplo).
Em qualquer outra situação -- se você nunca tomou, não completou as três doses iniciais, não lembra quando recebeu a última dose ou se faz mais de cinco anos desde que a tomou --, você deve tomar a vacina, sim.
Isso porque a vacinação garante a presença, no corpo, de anticorpos contra a bactéria causadora da doença. O bebê também fica protegido, pois recebe os anticorpos da mãe através da placenta.
"Não há problema em tomar a vacina na gestação porque ela é feita de toxina inativa, e não da bactéria", explica a obstetra Eleonora Fonseca, do Conselho Médico do BabyCenter.
Dependendo do seu histórico de vacinação, você vai ter de tomar ou uma dose de reforço, no sétimo mês de gravidez, ou então três doses, a partir do segundo trimestre.
Em primeiro lugar, é preciso entender como funciona o esquema de vacinação contra o tétano em adolescentes e adultos. Quem nunca tomou a vacina precisa tomar o esquema completo, que é dividido em três doses. Quem já tomou o esquema completo quando criança, deveria, na teoria, tomar uma dose de reforço a cada dez anos.
No caso de grávidas, porém, para garantir, a última dose da vacina precisa ter sido tomada há menos de cinco anos.
Se a última vez em que você tomou uma dose da vacina antitetânica foi entre cinco e dez anos antes da gravidez, é recomendado tomar uma dose de reforço no sétimo mês de gestação. Pode ser a vacina antitetânica simples ou a dupla dT, contra difteria e tétano, que é oferecida nos postos de saúde.
Nas demais situações, é preciso tomar o esquema vacinal completo, de três doses. Segundo a infectologista Adriana Melo de Faria, a primeira dose é aplicada normalmente no segundo trimestre, e as demais doses, a intervalos de dois meses, até 20 dias antes da data prevista para o parto. Se não houver tempo para a terceira dose, esta pode ser tomada depois do nascimento do bebê.
Mesmo que o esquema esteja incompleto, as vacinas já tomadas ajudam a proteger a grávida e o bebê, que começa a tomar a vacina antitetânica aos 2 meses de idade (veja no calendário de vacinação do BabyCenter).
Há alguns casos em que a grávida não deve ser vacinada, como quando ela já teve alguma reação alérgica ou tem alguma imunodeficiência, por isso é importante consultar o médico antes de tomar a vacina.
Nas grávidas sem vacinação, o risco é de pegar o tétano pela contaminação através de um machucado. As bactérias podem ser encontradas no solo, na pele, na ponta de pregos enferrujados, nas fezes de animais etc.
Normalmente essas bactérias estão inativas, mas em certos ambientes, como o de ferimentos, liberam toxinas que causam a doença, considerada grave, que tem como características o enrijecimento muscular, convulsões e coma.
Esse risco também existe durante o parto. "Seja no parto normal ou na cesárea, haverá sempre algum corte, pelo qual poderá entrar a bactéria causadora do tétano", explica Marco Aurélio Galletta, chefe de enfermaria da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas, de São Paulo, e médico da clínica Cligam.
Já o bebê pode ser infectado durante o parto, através do corte no cordão umbilical, ou nos dias seguintes após o nascimento, caso a limpeza do coto umbilical não seja feita de forma adequada.
Chamada de tétano neonatal, esse tétano em bebês era conhecido antigamente como “mal dos 7 dias”, porque a doença se desenvolve rapidamente e o recém-nascido pode morrer em cerca de uma semana.
Atualmente os casos de tétano neonatal são bastante raros, principalmente em grandes centros urbanos, onde hospitais e maternidades têm instalações adequadas, segundo a infectologista pediátrica Adriana Melo de Faria. O risco é maior em áreas rurais do país, onde muitas vezes o parto é feito em casa ou em ambientes precários.
De qualquer maneira, para não correr riscos, é importante ter a vacinação contra o tétano em dia. E isso vale para qualquer pessoa, homem ou mulher, grávida ou não.
fonte: http://brasil.babycenter.com/pregnancy/infeccoes/tetano-vacina/

Dores na gravidez

Comigo é assim, gravidez é sinonimo tambem de dor pélvica, sinto ela no púbis, forte mesmo e também e a ciática, as duas srsrsrs.
Achei no BabyCenter este artigo e creio que ajudará bastante.


Estou sentindo muita dor na virilha e no púbis. O que é isso?
A dor na região pélvica é bastante comum durante a gravidez, infelizmente. Cerca de metade das gestantes sofre de algum tipo de dor nas costas ou na pelve.
Durante a gestação, seu corpo produz um hormônio chamado relaxina, que torna mais elásticos os ligamentos na pelve e em outras articulações, com o objetivo de ajudar a passagem do bebê na hora do parto. Por causa da maior elasticidade dos ligamentos, as articulações ficam mais "soltas" ao longo da gravidez (e logo depois também).
Além disso, na gravidez, sua postura e sua força muscular se modificam, assim como a movimentação nos lados direito e esquerdo da pelve. Com tudo isso, as articulações, os ligamentos e os músculos da região pélvica acabam sendo muito pressionados.

E quando a dor é na parte de trás do quadril?
A dor na parte de trás da pelve é frequente na gravidez. O problema também pode ser chamado de dor na junta sacro-ilíaca, porque esse é o nome da articulação onde se iniciam os desconfortos.
Frequentemente, essa dor púbica é confundida com a dor ciática. Pouquíssimas mulheres -- apenas cerca de 1% delas -- apresentam ciática na gravidez. Já se sabe que a maior parte das queixas de dores na região da coluna lombar ou nas pernas durante a gestação vem de problemas na sínfise púbica.
Dores na região da frente do osso púbico também podem acontecer.
Nos casos mais graves, a dor pélvica recebe o nome de disfunção da sínfise púbica. É uma dor que chega a ser incapacitante e precisa de tratamento, às vezes até no hospital. Mas felizmente não é tão comum.
Não sei se é isso que estou sentindo. Como é essa dor pélvica?
Na maioria das vezes, a dor pélvica da gravidez ocorre em apenas um lado e pode se concentrar nas nádegas. Ela pode também dar a impressão de estar "saltando" de um lado para o outro, ou ainda ser acompanhada por uma dor nas costas ou por dor na parte da frente da pelve.
A dor pode ainda se irradiar pelas nádegas ou pela parte de trás das pernas. Você também pode sentir dor nos quadris. Uma perna ou ambas podem parecer mais fracas, ou ainda pode ser que você tenha dificuldades em levantar as pernas, principalmente quando está deitada.
A dor geralmente piora quando você se deita de barriga para cima ou quando se vira na cama. Andar ou se levantar da posição sentada são ações que podem contribuir para a dor. O mal-estar piora à noite e sua intensidade geralmente está relacionada às atividades realizadas durante o dia. Abrir as pernas, principalmente nas posições agachada e deitada, também pode ser muito doloroso.
Existe alguma fase da gravidez em que essa dor é mais comum? A dor pélvica pública pode ter início já no primeiro trimestre da gestação ou pode aparecer nos dias que antecedem o parto. Na maior parte das vezes ela aparece durante o segundo trimestre, quando o peso sobre a bacia passa a ser maior.
Se a dor aparecer no finalzinho da gravidez, talvez seja porque a cabeça de seu bebê esteja se encaixando dentro da pelve. Nesse caso, é raro que a dor volte depois do parto.
Se você sofrer com o problema na gestação, há mais chances de a dor reaparecer na próxima gravidez, talvez em uma fase ainda mais inicial. Se não for tratada, a disfunção da sínfise púbica poderá ser ainda mais grave. Por isso, nos casos em que a dor foi incapacitante, muitos profissionais de saúde recomendam esperar que os problemas da gravidez se atenuem ou desapareçam antes de tentar ter um novo bebê.
Qual é o tratamento adequado?
Há várias táticas que podem ser adotadas para combater a dor na pelve, na virilha e no púbis:
- Tenha cuidado ao realizar suas atividades diárias. Um fisioterapeuta pode ensinar técnicas para você manter a pelve mais estável na hora de realizar movimentos mais doloridos, como caminhar ou ficar em pé.
- Exercícios melhoram a estabilidade da pelve e das costas, principalmente os que trabalham os músculos da barriga e do assoalho pélvico, como pilates.
- Alguns especialistas recomendam o uso de uma cinta de suporte. Para cerca de 80% das gestantes, a cinta pode trazer alívio imediato da dor e pode ser usada com segurança durante toda a gravidez.
- Calcinhas altas com costura de reforço na região abdominal também ajudam a aliviar o peso sobre a bacia.
- A fisioterapia e algumas técnicas de massagem suave podem ajudar a relaxar áreas de tensão da bacia, das costas ou na pelve.
- A acupuntura pode ajudar, mas prefira um médico que tenha experiência no tratamento de gestantes.
A dor na pelve pode atrapalhar na hora do parto? Se você estiver bem orientada e acompanhada, é raro que a dor na pelve ou a disfunção da sínfise púbica provoquem problemas no parto. No parto normal, converse com o médico para tentar achar uma postura mais ereta, que costuma ser mais confortável.
Se a dor for tanta que você não conseguir abrir as pernas, talvez seja melhor conversar com seu médico sobre quais as melhores posições para o parto vaginal.
O que eu posso fazer para aliviar os sintomas?
Há algumas medidas que você pode tomar para amenizar a dor:
- Se você tem dores ao se virar de um lado para o outro na cama, tente a seguinte técnica para se levantar: abrace os joelhos, trazendo-os o mais perto possível do peito; contraia os músculos da barriga e do assoalho pélvico e "role" para a frente para se sentar. Esse movimento ajuda a manter a pelve no lugar.
- Evite ditar de barriga para cima, principalmente com as pernas esticadas. Se tiver que ficar nesta posição, coloque uma toalha ou um travesseiro enrolada atrás das costas, na altura da cintura, e dobre os joelhos. Atenção quando quiser relaxar no sofá ou na banheira, pois eles são um convite para você ficar de barriga para cima. Procure outras posições confortáveis. O mesmo vale para se você for fazer uma massagem.
- Evite fazer qualquer esforço que agrave a dor. Quando a dor piora, ela pode demorar para melhorar depois.
- Ao caminhar, faça um ligeiro arco com as costas e balance os braços, como em uma marcha. Isso também ajuda a fixar a pelve.
- Faça seus exercícios para o assoalho pélvico (exercícios de Kegel) regularmente, pois eles ajudam a fortalecer as articulações da pelve.
- Evite levantar peso ou empurrar objetos pesados como móveis. Até o carrinho do supermercado pode ser um tormento. Sempre que possível, use serviços de entrega dos supermercados ou peça ajuda a alguém.
- Procure descansar sempre que possível. Você pode usar a posição de "gato" (de quatro, com as mãos e joelhos no chão) ou então sentar numa bola de ioga.
- Cuidado para não exagerar no esforço físico. Muitas vezes, você só vai sentir os resultados de um dia agitado na hora de dormir.
- Ás vezes, dormir sobre uma superfície macia ajuda. Tente colocar um edredom bem fofinho debaixo do lençol.
- Ao se vestir, sente-se para tirar e colocar a calcinha e a calça.
- A aplicação de uma bolsa de água quente pode aliviar a dor.

fonte: http://brasil.babycenter.com/pregnancy/pre-natal/saude/dor-pelvica/

Quais cosméticos podem ser usados na gravidez

Sempre há a preocupação quando se trata do que pode ou não pode usar na gravidez, acho que grávida tem medo de tudo, de machucar o bebê, de bater a barriga em açgum lugar e também cabe aqui na lista o que usar por causa das temidas estrias. Eu usei a linha "mamãe e bebê" da natura na outra gravidez e amei. Achei este artigo no site BEBE.COM.BR e achei muito esclarecedor.

Não é preciso aposentar todos os cremes de beleza pelos próximos nove meses. Saiba quais devem ficar no armário até o bebê nascer e quais podem ser usados
É verdade que a gravidez conspira a favor da beleza (os cabelos, por exemplo, ficam lindos e brilhantes), mas também traz problemas que exigem cuidados específicos. Tudo em função dos hormônios que entram em cena e causam reações que variam para cada grávida. Algumas mulheres ficam com a pele sensível, seca e sujeita a alergias. Para outras, oleosa e propensa a acne. A microcirculação sanguínea também aumenta, favorecendo a absorção dos ativos. Sem falar na sensibilidade aguçada para cheiros, que pode tornar insuportável até mesmo aquele perfume predileto. "Nessa fase, a mulher tem de rever os cosméticos que usa e substituir alguns por versões mais suaves ou específicas para gestantes", diz o farmacêutico e cosmetólogo Maurício Pupo, de Campinas, coordenador do curso de pós-graduação em cosmetologia da Universidade Camilo Castelo Branco, em São Paulo.
 Na lista de restrições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estão três substâncias: cânfora, ureia acima de 3% e chumbo, figurinhas carimbadas em creme para pernas e pés, hidratantes corporais e coloração, respectivamente. "A cânfora pode ser tóxica, causar defeitos no feto e até aborto, dependendo do tempo de exposição", afirma o obstetra Márcio Coslovsky, do Rio de Janeiro, especialista em reprodução humana. Quanto à ureia, há estudos mostrando que ela atravessa a barreira placentária, a grande protetora do bebê, podendo prejudicar a formação e o crescimento dele. "Além disso, o ativo é um bom carreador de substâncias que não deveriam entrar na pele, como os conservantes", completa Pupo. Já o chumbo, de acordo com a dermatologista Carla Góes Souza Pérez, de São Paulo, autora do livro Grávida e Bela (Ediouro), mesmo em baixa concentração, pode interferir no metabolismo, aumentar a pressão arterial e causar intoxicações na mãe, com prejuízos para os rins e os sistemas nervoso e cardiovascular. Os efeitos dependem do período de uso e da sensibilidade de cada mulher. "Também para o bebê, os perigos do contato com esse metal pesado são muitos, incluindo retardo mental, convulsão e até morte", alerta Coslovsky.
  Bye, bye aos ácidos
Os especialistas engrossam a lista do trio proibido pela Anvisa com outros ativos que também podem ser nocivos para mãe e bebê. Os ácidos, encontrados em produtos clareadores, antiacne e anti-idade, são alguns dos que estão na mira. "O ideal é que o retinoico, por exemplo, seja suspenso três meses antes de a mulher engravidar ou assim que ela descobrir que vai ser mãe, para prevenir malformações", avisa Coslovsky.
 
O ginecologista e obstetra José Bento de Souza, dos hospitais Albert Einstein e Maternidade Pró-Matre, em São Paulo, chama a atenção para os ácidos glicólico, em concentrações acima de 10%, e salicílico. "Faltam estudos científicos que garantam a segurança do uso de altas doses de ácido glicólico durante os nove meses. Quanto ao segundo, apesar de não haver pesquisas com humanos, há análises mostrando que ele provoca alterações embrionárias em fetos de ratas em qualquer fase da gestação", justifica.
  Olho neles!
Também devem ir para o fundo do armário os cremes clareadores de pele à base de hidroquinona. Procure a informação na caixa ou entre os ingredientes do rótulo. Faça o mesmo em relação aos produtos que usa para tratar manchas, oleosidade, acne, celulite e gordura localizada. Se tiverem derivados da vitamina A, caso da tretinoína, do adapaleno e da isotretinoína, melhor deixar de lado. Não há estudos conclusivos sobre a segurança desses ativos - e não é agora que você vai arriscar, não é mesmo? "Aconselho descartar ainda os filtros solares com metoxicinamato. Esse elemento pode chegar à circulação e atravessar a placenta", afirma a dermatologista Valéria Marcondes, de São Paulo. No lugar dele, a médica recomenda protetor formulado com óxido de zinco.
  O conservante parabeno, encontrado em desodorantes, maquiagem e xampu, é outro a ser esquecido. "Estudo realizado com roedores mostraram alterações hormonais após exposição excessiva à substância", diz a farmacêutica Juliana S. de Souza, coordenadora de estudos clínicos do Centro Brasileiro de Estudos em Dermatologia, em Porto Alegre. O farmacêutico Maurício Pupo alerta que as grávidas que trabalham com beleza, caso de cabeleireiras e manicures, devem conversar com o médico sobre o fitalato (o mesmo componente dos plásticos que foi recentemente banido das mamadeiras), muito usado em sprays fixadores e esmalte. "Pesquisa publicada em 2009 no Jornal Americano de Andrologia, dos Estados Unidos, revelou que altas doses desse composto causam malformação na genitália dos meninos", completa ele.
  Na hora de passar o pente fino no nécessaire, deixe de lado também os perfumes e as loções com álcool, que irritam a pele. Descarte ainda os nutracêuticos. Mais conhecidos como pílulas da beleza por combaterem os radicais livres que aceleram o envelhecimento, esses suplementos contêm ativos como as vitaminas C, E e do complexo B, além de minerais como zinco, cobre, selênio, ferro, cromo e cálcio. Dependendo da finalidade, vários outros componentes podem estar presentes na fórmula, como licopeno, aminoácidos essenciais, proteínas marinhas, ômegas 3, 6 e 9 e chá verde. "Não há garantia de que esses suplementos de beleza possam ser usados na gravidez. Um risco comum a qualquer multivitamínico ingerido por conta própria é que ele desequilibre a absorção de outros nutrientes, como o ácido fólico, fundamental para a grávida", avisa o obstetra Alfonso Massaguer, professor responsável pelo curso de reprodução humana das Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo.
  Arrumando o nécessaire
Se, por acaso, você se deu conta de que utilizou um dos ativos aqui relacionados, não precisa entrar em pânico. Basta suspender o uso imediatamente e conversar com o médico, que vai continuar atento ao resultado dos ultrassons para confirmar se está tudo bem com o bebê. Confira os cosméticos que valem a pena incluir (ou manter) na sua rotina de beleza e aqueles que devem ser aposentados, pelo menos, por enquanto.
  GUARDE • Cremes anti-idade ou clareador com hidroquinona, ácido retinoico ou glicólico acima de 10% • Cremes para gordura localizada • Anticelulite • Coloração • Filtro solar químico • Hidratantes com ureia acima de 3% • Cremes com cânfora para pés e pernas • Antiacne com ácido salicílico ou derivados da vitamina A • Cosméticos e maquiagens com parabeno • Nutracêuticos
 
COMPRE • Filtro solar físico. Boas opções: Ultra Sheer Face Dry-Touch FPS 70, Neutrogena, R$ 44,90; Photoplus Natural FPS 32 Fotoprotetor Tonalizante, Dermatus, R$ 69; e Blockage FPS 30, Dermage, R$ 71 • Hidratante facial sem ácido. Boas opções: Loção Hidratante Facial Chá Verde e Capim Limão, Jequiti, R$ 22,80; Norifusion Multi Vitamin Hidratante para o Rosto FPS 15, Herbalife R$ 68; e Tolérance Extrême Cream, Avène, R$ 70 • Hidratante corporal com manteiga de karité, glicerina ou óleo de amêndoa. Boas opções: Loção Desodorante Corporal Óleo de Coco e Manteiga de Karité, Avon, R$ 8; Johnson's Baby Creme de Hidratação Intensa, Johnson & Johnson, R$ 14,90; e Creme Hidratante para o Corpo com Amêndoas, Jafra, R$ 51 • Óleo corporal de amêndoas. Boas opções: Natural Oil, Nivea, R$ 13,90; Óleo de Amêndoas Doce, Weleda, R$ 30,90; e Óleo de Banho Hidratante Amêndoa, L'Occitane, R$ 110 • Creme antiestrias para gestantes. Boas opções: Gestante Óleo Hidratante, AK Cosméticos, R$ 37,14; Mamie Bella Creme Intensivo para Prevenção de Estrias, O Boticário, R$ 52,90; e Creme Corporal Maternité, Payot, R$ 53 • Perfume e desodorante sem álcool. Boas opções: Desodorante Aerosol Anti-Perspirante, Giovanna Baby Blue, R$ 8,90; Água de Colônia sem Álcool Mamãe e Bebê, Natura, R$ 47,90; e Eau de Toilette O Turquoise, Anna Pegova, R$ 117
fonte: http://bebe.abril.com.br/materia/gravidez-que-cosmeticos-posso-usar

Saiba mais sobre a ameaça de parto prematuro


O que é a ameaça de parto prematuro? Se você começar a ter contrações regulares, que façam seu colo do útero se dilatar ou ficar mais fino, e você ainda não tiver completado 37 semanas, trata-se de uma ameaça de parto prematuro. Sempre que o bebê nasce com menos de 37 semanas de gestação ele é chamado de prematuro.
A ameaça de parto prematuro é apenas isso, uma ameaça. Se você tiver os sintomas, não necessariamente o bebê vai nascer antes do tempo. Até 50% das mulheres que sofrem ameaça de parto prematuro acaba tendo o bebê depois das 37 semanas, ou seja, no tempo considerado normal.
Às vezes o bebê nasce prematuro por opção dos médicos, que acham que ele vai ter melhores condições fora do útero do que dentro. Isso acontece em situações especiais, quando o bebê não está crescendo o quanto deveria, ou quando a mãe está com pré-eclâmpsia.
Na maioria dos casos, porém, o parto prematuro acontece espontaneamente. Ou o trabalho de parto começa antes do tempo, ou a bolsa estoura prematuramente, ou o colo do útero se dilata mesmo sem que haja contrações (na insuficiência do colo uterino).
No Brasil, em 2008, 6,8 por cento dos bebês nascidos vivos vieram ao mundo antes das 37 semanas de gravidez, num total de quase 200 mil bebês prematuros, de acordo com números do Datasus.
Um dos fatores mais comuns para o parto prematuro é a gestação de mais de um bebê.

O que pode acontecer com o bebê que nasce antes da hora?
A maioria dos bebês prematuros nasce entre 34 e 36 semanas de gestação. Quando nasce nessa fase, o bebê corre pouco risco de apresentar problemas, embora provavelmente seja pequeno e precise de ajuda para respirar e mamar.
Crianças que nascem antes das 34 semanas, no entanto, ainda têm que crescer bastante, e seus órgãos internos não estão maduros o suficiente. Elas correm mais risco de ter icterícia e infecções, além de ter dificuldade de equilibrar a temperatura do corpo.
Quanto mais prematuro o bebê, maior o risco de hemorragia cerebral, problemas no sistema nervoso e no gastrointestinal e sequelas na visão e na audição.
Bebês que nascem entre as 22 e as 25 semanas de gravidez hoje em dia têm chance de sobreviver, especialmente em hospitais equipados, mas mais de 50 por cento sofre sequelas permanentes.

Tem algum jeito de impedir o parto prematuro? Se você entrar em trabalho de parto antes das 37 semanas, os médicos vão tentar adiar o parto, com medicamentos e outras medidas, que às vezes são eficazes e às vezes não.
Adiar o parto também é importante para dar a chance à mulher de ter o bebê num hospital que possua UTI neonatal.
De qualquer maneira, uma providência importante é você receber injeções de corticoides para amadurecer os pulmões do bebê mais rápido. Isso não adia o parto, mas deixa o bebê mais preparado para enfrentar o mundo se nascer antes da hora.
Quando o trabalho de parto começa de verdade e pega ritmo, é muito difícil conseguir pará-lo.

Como vou saber se estou com ameaça de parto prematuro?
Procure o médico se você tiver os seguintes sintomas antes de chegar às 37 semanas:
• Muito mais secreção vaginal que o normal.
• Mudança no tipo de secreção vaginal.
• Qualquer sangramento, mesmo que seja só um pinguinho de sangue.
• Mais de quatro contrações em menos de uma hora, mesmo que elas não doam.
• Dor parecida com cólica menstrual.
• Muita pressão na pelve (como se o bebê estivesse empurrando para baixo).
• Dor nas costas, principalmente se for uma dor nova e que venha em ondas.
Muitos desses sintomas são comuns da gravidez, mas é sempre melhor pecar pela cautela. Vale a pena procurar o médico para ter certeza de que não é ameaça de parto prematuro.
Se sua bolsa estourar, ou se você começar a sentir contrações que vão aumentando de intensidade antes das 37 semanas de gravidez, procure imediatamente seu obstetra ou o hospital. Mesmo que seja no meio da noite.
Não espere até amanhecer para telefonar ou ir para o hospital. Peça que alguém a acompanhe, e não vá dirigindo. Até se forem apenas contrações de treinamento, é melhor garantir.

Será que corro o risco de ter parto prematuro? Os médicos ainda têm dificuldade para prever se uma mulher saudável vai entrar em trabalho de parto antes da hora.
Há indicações de que a presença de determinadas bactérias na urina, mesmo que não haja sinais de infecção, represente risco maior de parto prematuro. Por isso, recomenda-se que todas as mulheres façam um exame de urina no início do pré-natal e outro no meio da gestação. Tratar a infecção parece reduzir o risco de parto prematuro.
A vagina também pode ter bactérias, e os especialistas acreditam que elas possam precipitar o trabalho de parto prematuro. Infelizmente, as pesquisas até agora concluíram que, quando não há sinais de infecção, eliminar essas bactérias com antibióticos não ajuda a evitar o parto prematuro.
Veja todos os fatores de risco:
• insuficiência do colo uterino

• infecções na vagina e no trato urinário

• gravidez de gêmeos, trigêmeos ou mais

• certas anormalidades uterinas

• já ter feito cirurgia no colo do útero

• já ter sofrido aborto espontâneo, principalmente entre 16 e 24 semanas de gravidez

• já ter tido parto prematuro

• problemas na placenta, como placenta prévia (ou baixa)

• excesso de líquido amniótico (polidrâmnio)

• estar sob forte estresse por muito tempo

• tabagismo

• uso de drogas, como maconha, ecstasy ou cocaína

• condições de vida precárias (alimentação deficiente, falta de saneamento básico etc.)

• ser vítima de violência doméstica

• já ter feito um aborto

Se eu tiver que ir para o hospital, o que acontecerá lá?

Você será examinada para ver se seu colo do útero está dilatando ou "apagando" (ficando mais fino).
Os médicos também poderão fazer exames para verificar se há alguma infecção:
Pode ser que o médico queira fazer um ultrassom transvaginal para observar seu colo do útero com mais detalhes. Se ele estiver curto, pode ser sinal de que o trabalho de parto realmente tenha começado.
Existe um outro exame que detecta uma substância chamada fibronectina fetal na secreção vaginal entre a 22a e a 36a semana. Quando ela está presente nesta época, são grandes as chances de o bebê estar mesmo a caminho.
Se os médicos ainda estiverem em dúvida, é provável que prefiram internar você por algum tempo para observá-la melhor.
Tem alguma coisa que eu possa fazer para evitar o parto prematuro?

Sim. Para diminuir o risco de parto prematuro, a melhor coisa que você pode fazer é se cuidar. Vá a todas as consultas do pré-natal, acabe com hábitos prejudiciais à saúde (como o fumo) e tente reduzir seu nível de estresse.
Mantenha-se bem hidratada e procure se alimentar bem.
Os médicos costumam recomendar repouso, embora não haja evidências científicas de que ele realmente ajude a evitar o parto prematuro.
Mas saiba também que o parto prematuro é um mistério até para os médicos, portanto, se ocorrer com você, não será por culpa sua. Felizmente as UTIs neonatais estão cada vez mais avançadas para dar todas as chances aos bebezinhos que nascem antes do tempo.

E se o bebê nascer antes da hora? O que acontece com ele?
Quando o bebê nasce entre 34 e 37 semanas de gestação, às vezes não precisa de nenhum tratamento especial. Pode ser até que nem precise ficar na incubadora e já possa ir direto para o quarto, para o alojamento conjunto. Ou talvez fique alguns dias na UTI, só para facilitar a respiração.
Quando o bebê nasce antes das 34 semanas de gestação, ele é levado imediatamente para o centro de tratamento intensivo (CTI ou UTI) neonatal. Os pediatras vão agir rápido, o que pode assustar os pais na sala de parto. É importante lembrar que os médicos têm experiência com esse tipo de caso.
A mãe também pode receber orientações no hospital sobre como manter a produção de leite para o bebê se ele ainda não puder mamar no peito. Ela poderá tirar o leite com uma bombinha ou com as mãos para continuar a fabricar o leite materno.

Várias maternidades contam com bancos de leite, que são muito atuantes no caso de prematuros, tanto para receber leite doado como para fornecê-lo aos bebês que precisem.

Fonte:http://brasil.babycenter.com/pregnancy/parto/ameaca-prematuro/

Preste atenção nos produtos diet e ligth na gravidez

Sempre ouvi falar sobre o assunto e me desperta muito a atenção, ainda mais agora. Achei um texto bem pequenino e bem informativo, vale a pena conferir.

Embora seja natural engordar de 9 a 12 kg durante a gravidez, a preocupação com o peso acompanha os nove meses da gestação de muitas mulheres. Mais que motivos estéticos, o cuidado com o ganho de gordura e massa corporal se reflete na saúde de mãe e filho. Mas o uso de produtos light e diet, tão comum em dietas, tem de ser supervisionado durante a gestação, já que não são claras as consequências da sua ingestão pelas futuras mães.
"Os estudos sobre o efeitos dos alimentos diet e light no organismo não incluem as grávidas. Você não pode fazer testes em bebês. Mas é certo que o consumo em excesso não é recomendado", orienta Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do hospital Albert Einstein, em São Paulo. Em se tratando de adoçantes, as grávidas devem evitar o aspartame, a sacarina e os edulcorantes (veja outros produtos que podem ser nocivos na lista abaixo). Uma opção é substitui-los por stevia e sucralose.
Já para Mariana Exel, nutricionista do Hospital Samaritano, o real problema em se consumir comida light ou diet está na falta de informação que existe nas embalagens dos alimentos. O que no caso desses produtos é indispensável. Para começar, um produto diet é aquele que não possui determinado nutriente em sua composição, assim como o light é aquele que apresenta redução mínima de 25% em alguma de suas substâncias.
"As pessoas associam o light e o diet ao açúcar, mas esses produtos podem ter redução ou isenção de outros ingredientes ", explica a especialista. Por exemplo, um produto pode ser diet em sódio e em gordura, o que significa que não possui nem um nem outro. Como essa informação nem sempre está clara nas embalagens, é preciso ler o rótulo dos produtos com atenção. Assim, são comuns os erros na alimentação de quem quer controlar o peso. Um exemplo clássico é tentar substituir o chocolate tradicional pelo diet. "O chocolate diet não leva açúcar, mas em compensação tem muito mais gordura", explica a nutricionista.
Mas apesar das discussões que o assunto levanta, os especialistas são unânimes quando a questão é o controle de peso: o segredo está na alimentação saudável. "Ter uma dieta balanceada e praticar exercícios traz muito mais resultado", resume Zlotnik.
Desvendando o rótulo:
A melhor maneira de evitar enganos é, realmente, a leitura das pequeninas letras que descrevem os ingredientes do produto. Maria Emília Albuquerque, nutricionista infantil do Hospital Pequeno Príncipe ,em Curitiba, dá mais dicas. "Na hora de ler o rótulo, é importante saber que eles são escritos em ordem decrescente de acordo com a quantidade em que estão presentes nos alimentos." Isso significa, por exemplo, que se o açúcar aparece antes do que o concentrado de fruta no rótulo de um suco, ele contém mais açúcar do que fruta.
Mas como nem sempre os termos utilizados nas embalagens são conhecidos por quem não entende muito de química ou nutrição, listamos os principais nutrientes que você deve evitar nos produtos light e diet que consome.
Aspartame ou fenilalanina
Sacarina
Ciclamato
Edulcorantes
Sacarose
Sódio (o indicado é até 150 mg a cada 100gr)
Gordura hidrogenada
 
fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI287731-10543,00COMO+CONSUMIR+PRODUTOS+LIGHT+OU+DIET+DURANTE+A+GRAVIDEZ.html

Tá grávida, será que pode?



ADOREI ESTE ARTIGO E ACREDITO QUE AJUDARÁ BASTANTE.
Não, não pode.” Depois de termos ouvido tantos “nãos” quando crianças, voltamos a escutá-los, agora, adultas, na gravidez. Se você ainda não engravidou, prepare-se. Um dos primeiros vai ser: não, nem pense em tomar qualquer tipo de remédio sem falar com seu médico antes, mesmo os que você sempre usou. A ciência ainda desconhece os efeitos que a maioria deles poderia causar durante a gravidez. Por isso, a recomendação é evitá-los. Alguns, que são usados com frequência, como os anti-inflamatórios, podem causar alterações no desenvolvimento do coração do bebê, por exemplo. Apesar da advertência, estudos feitos no mundo todo mostram que cerca de 15% das gestantes acabam se arriscando e se medicam sem orientação do obstetra.
O mesmo acontece com os suplementos vitamínicos. “É uma tendência. Muitas mulheres chegam no consultório tomando ou por conta da academia ou porque acreditam que é importante para uma futura gravidez. Quem não toma e está grávida, pede”, afirma Humberto Tindó, chefe do setor de ginecologia e obstetrícia do Hospital Central da Polícia Militar e coordenador do mesmo setor no Hospital Quinta D’Or (RJ). As pesquisas mais recentes apontam para um novo tipo de suplementação na gravidez, com ômega 3, nutriente que ajuda no desenvolvimento intelectual do bebê. Os especialistas ouvidos por CRESCER afirmam que é muito cedo para torná-la uma recomendação formal e que o ideal é consumir, pelo menos, quatro vezes na semana, peixes de água fria cozidos (como salmão e sardinha). Mas, com os demais suplementos, como os polivitamínicos, a história é diferente. Alguns médicos indicam o acompanhamento com uma nutricionista porque, com uma dieta variada e equilibrada, a gestante teria a quantidade adequada de nutrientes que precisa, mas fazer tudo superdireitinho – o que inclui ter uma alimentação saudável, comer as quantidades certas, a cada três horas, etc. – não é uma possibilidade para todo mundo. Então, o especialista recomenda o uso de polivitamínicos, uma vez ao dia, durante toda a gestação. E os cuidados com as vitaminas deve começar antes mesmo de você engravidar. É consenso entre os médicos que toda mulher que está tentando engravidar tome ácido fólico, que previne problemas no tubo neural e ajuda na formação da coluna do bebê. Estudos realizados em países que adotaram a fortificação das farinhas com o nutriente, caso do Brasil, já mostram uma redução de até 78% nos casos de doenças relacionadas a esse tipo de problema.
Se remédios e vitaminas são temas mais discutidos com o obstetra e até mesmo com amigas e familiares, o mesmo não se pode dizer sobre vacinas, que dão uma proteção extra ao seu bebê. Você sabe quais tomou (ou deveria ter tomado) nos últimos anos? “Cerca de 90% das pacientes não sabem dizer”, afirma Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein (SP). Por que faz diferença se vacinar antes de engravidar ou até mesmo durante a gravidez? Por dois motivos: seu organismo forma anticorpos contra as doenças, que são passados para o feto dentro do útero, que também ficará mais resistente a esses problemas, além de evitar que você pegue a doença e desenvolva algum problema que coloque você ou o bebê em risco. Mas pode tomar qualquer uma? Adivinhe? Não. Nas próximas páginas, você vai descobrir quais vacinas, remédios e vitaminas deve ou não tomar antes e depois de engravidar para ter uma gestação mais segura e tranquila.
Vacinas
ANTES DE ENGRAVIDARTome ácido fólico, que previne problemas no tubo neural e ajuda na formação da coluna do bebê, três meses antes de começar a tentar engravidar e use até o fim do primeiro trimestre – uma cápsula de 5 mg por dia. Isso porque a ação principal dessa vitamina dá-se nas primeiras oito semanas de gestação. O ácido fólico está disponível gratuitamente na rede básica de saúde (mediante receita). Na farmácia, custa entre R$ 10 e R$ 30 a caixa com 30 comprimidos.
A lista de vacinas que toda mulher deve tomar é longa (veja no nosso site todas elas). Por isso, primeiro, o médico vai pedir um exame de sangue (chamado sorologia) para saber se você já está protegida contra algumas doenças. Para as que estiverem OK, não é preciso tomar a picadinha de novo – com exceção da contra a gripe, que é sazonal. Se puder, vacine-se contra as demais para as quais não está protegida até 90 dias antes de tentar engravidar. Esse tempo, que não é um consenso entre os médicos, serve para evitar o risco teórico de contaminação do feto.
Se não for possível se proteger contra todas elas, dê preferência a três:
- Rubéola: pode causar má-formações no bebê. Na rede privada, é dada na tríplice viral, que protege ainda contra sarampo e caxumba. Uma dose. R$ 60. Gratuita no posto.
- Hepatite B: a doença pode ser passada para o bebê no nascimento, que vai desenvolver hepatite crônica ao longo da vida. Três doses. R$ 65 cada. Gratuita na rede pública para menores de 25 anos.
- Gripe: o impacto da doença é maior em gestantes. Uma dose, de preferência no outono. R$ 70.
SE JÁ ESTÁ GRÁVIDA Se você tomou todas as doses indicadas, não precisa se preocupar. A única que deve repor durante a gravidez é a da gripe, porque a formulação da vacina muda todo o ano. Ela é gratuita para gestantes.
Se não se vacinou contra nenhuma e o exame de sorologia não mostrou nenhuma novidade, além da vacina contra a gripe, agora você só pode se proteger contra a hepatite B (três doses), a antitetânica (se não foi vacinada nos últimos cinco anos, com duas ou três doses) e a da febre amarela se for viajar para área de risco. Todas estão disponíveis gratuitamente na rede pública para gestantes.
É recomendado evitá-las antes da 16ª semana para não interferir no desenvolvimento do feto.
Se você tomou alguma vacina que não está citada acima sem saber que estava grávida, não entre em pânico. Converse com seu médico. A chance de acontecer algum problema com o bebê é muito rara.
Gestantes com doenças crônicas, como as soropositivas, têm calendário de vacinação diferente.
Vitaminas
Se você ainda está no primeiro trimestre e não tomou ácido fólico, comece a usá-lo já. Vale lembrar que vegetais de folhas escuras são ricos nesse nutriente – não esqueça de colocá-los no prato.
Mesmo que você coma feijão e vegetais de folhas verde-escuras, ricos em ferro, a suplementação é indicada por alguns especialistas porque, durante a gravidez, é comum ter anemia. Por isso, a grávida toma, a partir da 20ª semana, entre 600 e 900 mg de suplemento de sulfato ferroso por dia. Durante o pré-natal, o médico vai pedir ao menos dois hemogramas para checar os níveis de hemoglobina no sangue (indicativo da doença). Se der alterado, aumenta-se a suplementação. A vitamina está disponível na rede básica de saúde (mediante receita) ou pode ser adquirida em farmácias com um custo médio entre R$ 4 a R$ 12. As gestantes vegetarianas precisam de um cuidado ainda maior e, de preferência, fazer um acompanhamento com um nutricionista ou nutrólogo.
Outra opção é a grávida tomar um polivitamínico a partir do primeiro trimestre. A indicação fica à critério de cada obstetra. Ele contem várias vitaminas, como ferro e cálcio, importante para a formação dos ossos do bebê (a recomendação do suplemento de cálcio, isolado, não é consenso entre os especialistas). Não esqueça de incluir leites e derivados na sua alimentação. O ideal é consumir ao menos três copos de leite ou iogurte todos os dias, o que equivale a 750 ml ou três fatias grossas de queijos magros. O polivitamínico pode ser encontrado na rede pública de saúde (mediante receita) ou comprado por cerca de R$ 30.
Remédios - OS PROIBIDOS
Se você está tentando engravidar ou já está grávida, não use de jeito nenhum:
Sinvastatina – Indicada para controlar os níveis de colesterol no sangue, não deve ser usada na gravidez sob risco de causar má-formações no desenvolvimento dos órgãos do feto.
Tetraciclina – Antibióticos com essa substância causam má-formações no bebê, como problemas nos ossos.
Talidomida – Indicado para tratar hanseníase, aids, lúpus e alguns tipos de câncer, causa má-formações nos membros superiores e inferiores em qualquer fase da gestação. Chegou a ser proibido mundialmente, mas hoje é usado em ambiente hospitalar e também fornecido aos pacientes mediante uma série de exigências.
Isotretinoína – Para acne severa, só é vendida com receita especial. A paciente deve assinar um termo de responsabilidade de que não engravidará durante o tratamento e até 30 dias depois, porque o remédio causa deformações no bebê.
COMO TRATAR Claro, sempre você vai ouvir seu obstetra antes, mas veja como lidar com...
...a dor
O uso contínuo de alguns anti-inflamatórios pode causar alterações na formação do coração do bebê e também aumentar a pressão arterial do feto. O medicamento mais indicado para tratar dores é o paracetamol. A dipirona só deve ser usada em casos específicos. O ibuprofeno e o ácido acetilsalicílico, por terem ação anti-inflamatória, não devem ser usados no último trimestre – exceto se tiver uma indicação precisa do médico.
...a azia e a queimação
Apesar de o omeprazol ser um dos remédios mais usados para problemas estomacais, os médicos não sabem os efeitos que ele pode causar no feto. Em geral, indica-se antiácido (hidróxido de alumínio).
...o nariz entupido
Não use descongestionantes nasais, que podem diminuir o fluxo de sangue da placenta. Aplique soro fisiológico e faça inalações com vapor.
Cuidado com as pomadas
Sim, elas também precisam ser liberadas pelo seu obstetra – até aquelas que você passava quando tinha uma marca roxa na pele ou depois de tomar uma picada de pernilongo. Algumas de uso antibiótico são liberadas, bem como as anti-inflamatórias, mas essa só pode ser usada por até três dias. Sempre pergunte para o médico antes de usar.
Fontes: Andrea Fontoura, farmacêutica e pesquisadora da USP de Ribeirão Preto; Fabiana Sanches, coordenadora da Saúde da Mulher do Hospital Santa Marcelina; Eduardo Cordiolli, ginecologista, obstetra e presidente do comitê de urgências da Febrasgo; Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein (SP); Humberto Tindó, chefe do setor de ginecologia e obstetrícia do Hospital Central da Polícia Militar e coordenador desse setor no Hospital Quinta D’Or (RJ) Ministério da Saúde; Nilson Szylit, ginecologista e obstetra do do Hospital São Luiz (SP); Paulo Roberto Marinho, ginecologista e obstetra, diretor médico da parinatal de Laranjeiras(RJ); Renato Kfouri, pediatra e presidente da Associação Brasileira de Imunizações; Roberto Costa, ginecologista e professor de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu
 http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI281783-10484-2,00-SERA+QUE+PODE.html

13 coisas sobre a cesárea que você precisa saber


Há controvérsias, quem é adepto ou não, quem tem medo, enfim, meu parto foi normal porque no final das contas não era bom fazer uma cesárea porque o meconio poderia me infeccionar. Mas esse tipo de parto tem algumas particularidades. Saiba quais são elas para não se assustar na hora – e nem depois.
1. De olhos bem abertos
Se você acha que vai dormir por causa da anestesia, está enganada! Não são usados sedativos durante o parto cesárea, porque, se a mãe é sedada, o bebê também é. Você estará consciente o tempo todo (até para ver o rostinho do seu filho pela primeira vez), mas não vai sentir dor.
2. Vão colocar uma sonda em você...
...mas não se preocupe! É logo depois da anestesia, então não vai sentir nada. Ela é necessária para esvaziar a bexiga, já que você vai passar algum tempo deitada durante e após a cirurgia.
3. Puxa-empurra durante o parto
A anestesia vai fazer com que você não sinta dor, mas, como ela não é geral e não tem sedativos, você pode ter algumas sensações. Na hora em que o bebê vai nascer, o médico faz força para posicioná-lo e ajudá-lo a sair e você pode sentir umas mexidas. Mas nada de dor!
4. Você pode ficar enjoada
Como você vai ficar deitada, a barriga pode comprimir a veia cava e causar náuseas e queda de pressão. Os analgésicos também podem ter esses efeitos. Sentiu-se mal? Avise o anestesista. Ele vai pegar uma veia sua antes da cirurgia e é por ali que vão entrar os medicamentos necessários para corrigir qualquer alteração no seu metabolismo. O mal-estar pode surgir também depois do parto.
5. Tem algo queimando aqui?
Se você sentir um cheiro de queimado, não se assuste: é o bisturi elétrico. Ele é usado em quase todas as cirurgias e o odor é por conta da cauterização dos tecidos.
6. Será que fiquei com as pernas abertas?
Antes da anestesia, você fica com as pernas abertas para que logo depois seja colocada a sonda. Como o cérebro decora a última sensação antes da anestesia, pode parecer que as suas pernas continuam abertas durante a cirurgia. Mas é só uma impressão, porque assim que a sonda está no lugar certo, os auxiliares fecham as pernas da paciente.
7. Leve tremedeira
Pode ser nervoso, frio ou até efeito da anestesia (que causa perda de calor), mas o fato é que você pode tremer quando sair da sala de cirurgia. Os médicos sabem disso e, por isso, sempre colocam uma coberta antes da paciente ir para sala de recuperação. Fique tranquila, porque passa rápido!
9. Coceira no nariz
A morfina usada na anestesia pode provocar uma coceira no corpo e no rosto, mas isso é normal e passa em 24h. Se for muito intensa, o seu médico pode receitar medicações adequadas para cessar o desconforto.
10. Inchaço nos pés e nas mãos
Com o acúmulo de líquidos que acontece no seu organismo durante a gestação, é normal que você fique inchada nos primeiros dias depois do parto, principalmente nos pés e nas mãos. Apesar de ocorrer também em quem teve parto normal, é mais frequente nas mulheres que tiveram parto cesárea, porque a grávida fica mais imobilizada depois da cirurgia. Depois de uma semana, você começa a desinchar, mas repouso e drenagem linfática podem ajudar.
11. Sua pressão pode cair ao se levantar
O jejum, as horas deitadas e os efeitos dos medicamentos podem fazer você ficar tonta na primeira vez que se levantar depois do parto. O ideal é ficar sentada na cama de 10 a 15 minutos antes e ter a ajuda de uma enfermeira nesse momento.
12. Mais remédios
Para controlar a dor e melhorar a sua recuperação, você vai continuar tomando alguns medicamentos em casa, como analgésicos e antiinflamatórios, por até sete dias. Mesmo assim, durante um mês, é normal sentir fisgadas ou dores no local da cirurgia de vez em quando.
13. Um passo de cada vez
Lembre-se de que você acabou de passar por uma cirurgia, então é preciso tomar cuidado com movimentos bruscos. Não há problema em fazer caminhadas e atividades normais da casa, mas nem pense em abaixar e pegar peso. E dirigir... somente após 20 dias do parto. Se você pratica exercícios mais localizados, volte aos poucos e só depois de dois meses.

Fontes: Fernanda Couto Fernandes, obstetra da Unifesp; Roseli Canegusuco, enfermeira obstétrica do Hospital Albert Einstein e Daniela Maeyama, ginecologista do Hospital São Luiz
 http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI210572-10584,00.html